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As Maiores Dificuldades Relatadas em provas para residência médica

As Maiores Dificuldades Relatadas em provas para residência médica

Provas de residência médica é considerado o segundo vestibular dos médicos, e tem o processo de seleção que pode assustar muito os candidatos. A residência médica é mais uma etapa de estudos aos médicos, sendo tão concorrida quanto o vestibular e, em alguns casos, até mais.

Nesta etapa, os profissionais da saúde estudam para se especializar em uma área médica, mas entrar no programa não é fácil. Para se especializar é necessário primeiro passar por um processo de seleção, que é bastante intenso.

Os modelos de provas de residência médica

No caso, são ministradas três provas aos candidatos que cobram conteúdos básicos da medicina; pediatria, clínica geral, ginecologia, obstetrícia, cirurgia e medicina social. E são provas tanto na prática como na teoria.

Do mesmo modo, a prova de peso maior é a teórica e prática, que constitui 90% de todo o processo seletivo. Por conta disso, os profissionais precisam ter alguns anos trabalhados, o que contribui para a prova em geral.

Os outros 10% são divididos em uma análise curricular e a entrevista pessoal. As duas outras provas para garantir uma vaga no programa de residência. No entanto, por conta desse processo tão extenso, os profissionais se dedicam por anos para terem uma boa colocação e conseguir entrar no programa de especialização. Muitos, inclusive, começam a se dedicar ainda na faculdade.

Contudo, a questão da prova não é a única dificuldade que assombra os profissionais que desejam se especializar. Ainda mais, porque ela é apenas um ponto de destaque nessa etapa da vida do médico, mas ele irá se deparar com muitos outros fatores que tornam o processo seletivo complexo.

Se você é um dos muitos médicos que está se preparando para prova de residência médica. E precisa saber o que vai enfrentar na sua especialidade, continue lendo esse artigo e saiba mais sobre:


A redução do salário na residência médica

Embora a prova de residência médica seja extremamente difícil, é o salário que acaba sendo um dos principais protagonistas na vida de um residente.

Isso porque a remuneração cai bastante nos programas de residência, que oferecem uma bolsa auxilio de no mínimo R$ 2.100,00. Como generalista, os médicos chegam a ganhar uma média de R$ 6,6 mil por 20 horas semanais em um único hospital.

É válido lembrar que, nem sempre, o profissional atua em um único local e presta plantam em outras unidades médicas, algo bastante comum para a profissão. A baixa no salário trazida com a bolsa auxílio, leva aos residentes trabalharem em plantões fora da rotina de estudos. Para que possam complementar a renda e manter as responsabilidades financeiras em dia.

Depois de especializado, dependendo da área o salário costuma se equiparar, mas para outras não. A pediatria, por exemplo, paga uma média de R$ 7,3 mil por mês, enquanto um médico cardiologista recebe mensalmente cerca de R$ 5,4 mil.


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Complexidade das provas de residência médica

A maior reclamação dos residentes é a prova, que apresenta uma grande complexidade. Não é apenas os conhecimentos teóricos e práticos que são avaliados, mas também é feita uma análise curricular.

Neste caso, a instituição onde o profissional se formou e também os locais em que tenha trabalhado, visto que a experiência é um fator importante.

Se parar para pensar, esse método de avaliação pode ser desigual. Se um médico estudou um uma instituição de referência, talvez ele tenha mais vantagem que outro com graduação em um local de menos prestígio.

Mas, é claro que isso não quer dizer que um seja melhor que o outro, até por isso a fase que tem mais peso na avaliação é a prova teórica e prática, representando 90% de todo o processo seletivo.


Concorrência ampla na residência

Um dos fatores de maior dificuldade para os médicos é a concorrência, visto que há uma baixa oferta de vagas.

Em números, o Brasil forma mais de vinte mil profissionais de medicina por ano. Sendo que são abertas aproximadamente sete mil vagas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Ou seja, há uma porcentagem de profissionais que não são atendidos por essas vagas.

Para se ter noção, uma das instituições mais tradicionais do país, a Universidade de São Paulo (USP), tem uma média de concorrentes por vaga na residência muito próxima dos números existentes no vestibular de medicina.

Em algumas edições, a relação de candidatos chega a ser de 35 por uma vaga.  Além disso, há especialidades que tem turmas com apenas um aluno, o que aumenta a dificuldade.

Normalmente, são os cursos com maior destaque, como a pediatria que há uma grande procura, que recebem uma divisão menor de vagas.


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Preparação para as provas de residência médica

Assim como na época do vestibular, os médicos precisam ter uma dedicação intensa aos estudos para se destacarem na prova. Em geral, muitos candidatos passam anos estudando para ter um bom desempenho. Investindo até mesmo em cursos preparatórios.

Como a vida de médico é corrida, nem sempre sobra tempo para ter toda essa dedicação. O que acaba tornando tudo mais difícil. Mesmo assim, eles investem algum tempo para os estudos.

Nesse caso, muitos acabam aproveitando o tempo de faculdade para começar a preparação. E iniciam os estudos para o processo seletivo de residência desde a universidade e isso pode ser encarado como uma vantagem. 


Taxa de inscrição para as provas de residência médica

Embora o programa de residência médica seja gratuito. Onde o profissional não paga para estudar e ainda recebe uma bolsa auxílio. Porém a prova é paga.

O valor é cobrado tanto em instituições públicas como privadas que ministrem os cursos de especialização.

A USP, por exemplo, cobra R$ 600,00 de taxa, que é o valor médio na maioria das instituições.

A taxa assusta, visto que a possibilidade de não conseguir passar de primeira é grande. Levando em consideração a ampla concorrência nos processos de seleção.


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Escolha da especialidade

Há uma série de especialidades que podem ser exploradas pelos profissionais, mas de imediato o candidato se vê em um empasse.

Se ele quiser ser um cirurgião plástico, por exemplo, vai precisar primeiro prestar para a cirurgia geral. Com isso, ele precisará passar pela residência mais de uma vez.

Isso pode desmotivar o profissional a se especializar, já que o processo seletivo não é tão fácil para enfrenta-lo tantas vezes. No geral, os médicos recorrem a áreas mais populares, como a pediatria e a própria cirurgia geral. Mas, quando há uma ramificação menos popular, pode ser que ela não venha sozinha e precise de uma complementação.

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