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O que significam R1 e R+ na residência médica?

O que significam R1 e R+ na residência médica?

Primeiramente, você sabe o que significa R1 e R+ na residência médica? Esses títulos podem causar um pouco de estranheza e confundir alguns estudantes e médicos já formados.

Geralmente falamos sobre as provas de R1, que acabam sendo as mais conhecidas, mas e as provas de R+? Você sabe o que é?

Continue lendo e descubra o que significam essas siglas, além de como elas influenciam na sua residência médica. 

Residência Médica no Brasil

Conforme já é conhecido, a residência médica chegou ao Brasil por volta da década de 40, com o propósito de garantir ao médico recém formado a oportunidade de ter uma vivência prática da medicina dentro de instituições de saúde sob a orientação de profissionais.

Nessa perspectiva, apenas em 1997, foi instituído um decreto (nº 80.281) que caracterizou a residência como modalidade de ensino sob a forma de curso de especialização. 

Dessa forma, o Programa de Residência Médica, deverá ser cumprido integralmente, dentro da especialidade escolhida pelo candidato, assim, ao final da residência, ele recebe o título de especialista.

Em conformidade com isso, foi igualmente criada a CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica), que é altamente vinculada ao MEC (Ministério da Educação) que, juntos, regulamentam todos os programas de especialização nesta modalidade.

Responsabilidade das instituições 

Cada uma das universidades que oferecem o curso de graduação em Medicina são responsáveis pelos concursos públicos para residentes. 

Entretanto, a CNRM estabeleceu algumas normas básicas em relação ao conteúdo das provas, que são exclusivamente referentes à assuntos gerais de medicina. 

Por conta disso, a execução do concurso é responsabilidade de cada instituição, onde essas se encarregam de publicar o edital para que os candidatos possam se inscrever dentro do que é estabelecido pela comissão nacional de medicina.


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Especialidade de acesso direto x pré-requisito 

Atualmente existem 54 especialidades e suas durações variam de acordo com seu grau de complexidade. 

Por envolverem graus diferentes de dificuldades, as especialidades são divididas em especialidades de acesso direto e especialidades com pré-requisito, sendo essas divididas em especialidades cirúrgicas e especialidades clínicas. 

Dessa forma, as especialidades de acesso direto tem a duração de 2 anos, já as com pré-requisito tem duração de 3 ou 4 anos. As especialidades com pré-requisitos são aquelas que exigem que o candidato tenha cursado uma determinada especialidade antes.

Um exemplo é a neurocirurgia que, primeiramente, o estudante é obrigado a concluir dois anos de residência em cirurgia geral.

Mas, por quê estamos falando disso antes de falar sobre R1 e R+ na residência médica?

Para entender o que significa R1 e R+ na residência médica você precisava entender como funciona a residência médica.


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R1 e R+ na residência médica

Agora, vamos finalmente falar sobre R1 e R+.

Os R’s da residência médica são termos usados para definir os anos de especialização. Conforme o médico for cursando novas especializações, ele será “promovido” em sua titulação.

Dessa forma, um residente que está cursando seu primeiro ano de residência médica é chamado de R1, posteriormente, um residente de segundo ano, se chama R2, e um que está no terceiro ano, é chamado de R3. 

Sob esse mesmo ponto de vista, seguimos até o R6, e nesse momento você deve estar se perguntando: “como assim 6 anos de residência médica? Elas não vão até 4 anos?”

Eventualmente, caso o médico decida fazer uma sub-especialização, os anos desta segunda especialização também contarão, o que pode resultar no R6, também chamado de R+.

As residências médicas, depois de 3 anos (R3), já passam a ser chamadas de R+. Quer um exemplo para entender melhor essas nomenclaturas? Então vamos analisar o caso da especialidade Cirurgia Plástica.

O primeiro passo é encarar os 6 anos de graduação em Medicina, em seguida, como médico já formado, ele passará por 3 anos de residência médica em Cirurgia Geral, por fim, mais 3 anos de Residência Médica em Cirurgia Plástica.

Então, ao entrar na residência médica em Cirurgia Geral, o médico está prestando prova para R1, como essa especialidade tem duração de 3 anos, quando ele se formar e for prestar Cirurgia Plástica, ele estará prestando uma prova de R4.

Também existem outras 3 áreas que esse profissional costuma seguir:

– Microcirurgia: 1 ano de Residência Médica (pré-requisito: Residência Médica em Cirurgia Plástica).

– Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial: 1 ano de Residência Médica. (pré-requisito: Residência Médica em Cirurgia Plástica, Otorrinolaringologia ou Cirurgia de Cabeça e Pescoço).

– Cirurgia de Mão: 2 anos de Residência. (pré-requisito: Residência Médica em Cirurgia Plástica ou Ortopedia).

Reforçando um detalhe, a nomenclatura, ou o nível do R vai depender do tempo de duração da especialidade, já que cada uma delas tem seu próprio tempo. 

Leia também: Cirurgia Plástica: especialidade médica em constante evolução!

As vagas para residência médica nos últimos anos são distribuídas da seguinte forma:

Vagas R1 e R+ na residência médica

  • R1 – 10.741 vagas 
  • R2 – 10.771 vagas 
  • R3 – 5.322 vagas 
  • R4 – 741 vagas 
  • R5 – 117 vagas 
  • R6 – 11 vagas 

Não sabe qual especialidade médica escolher? Veja nosso vídeo!

Saber mais sobre as especialidades médicas é essencial para entender o R1 e R+ na residência médica, já que estão atrelados uma às outras.

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